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IX Setembro Negro – São Paulo

Esse Setembro Negro foi quase um desastre. A noite começou com um blecaute de 2 horas, fodendo com a passagem de som de todos. Ophiolatry desistiu de tocar – foi o que alguns presentes disseram. Bom… eu estava naquele show para ver o Hate tocar boa parte das novas músicas, como a “Threnody”. Um colega disse que o Adam escreveu o setlist com pressa, no capô do carro dele. Acho que ele estava irritado com o atraso causado pelo blecaute e aquela deve ter sido a segunda versão do setlist pra se encaixar na falta de tempo. Pagamos o preço e não vimos “Threnody”, “Anaclasis”, “The Scrolls”, “Immolate The Pope” e outras masterpieces dessa que pra mim ainda é uma grande banda de death metal polonês.

Então a última música terminou e com ela, a noite. Acho que nessa apresentação em especial o Hate falhou em exibir algo que todos os brasileiros valorizam: carisma. Eu não gosto muito de comparar, nem sou lá um exímio metalhead para fazer isso, mas o Adam deveria aprender um pouco com o Adam, digo, Nergal. Não é mandar beijinho, fazer chifrinho, dar uma de estrelinha e pegar menininha antes e depois do show; é corresponder às expectativas emocionais do público, e principalmente, valorizar todos os filhos da puta que deram uma parte do salário e/ou uma boa parte do tempo em viagem para estarem ali presentes. Puta falta de carisma até na hora de ir embora. Chegou, tocou e se foi.

Acho que me adiantei muito, já que o Hate foi o último a tocar. Achei incrível a performance do itSelf, já que nunca vi nenhuma banda do meio extremo a tocar com um baterista que canta e dá uma de frontman ao mesmo tempo. Eu vi umas 4 músicas e com certeza eles já tem meu respeito.

Não posso esquecer de dizer que o Deströyer 666 foi além das minhas expectativas. Expectativas de um cara que não é fã do gênero Thrash/Black tampouco de Thrash. Talvez porque a maioria que estava ali por eles, talvez por eu realmente ter me empolgado, mas uma coisa é certa: eu gostei demais. Poucas palavras, muita energia. * Tenho mania de esquecer o que rola nos shows, eu estava bêbado, então sei lá se o Hate tocou Anaclasis, Immolate The Pope ou não.

Ah, o som tava escroto. Como se fosse novidade.

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Categorias:música
  1. Natália
    01/10/2009 às 11:28

    Você descreveu perfeitamente o que foi esse Setembro Negro. Confesso que também esperava mais do Hate ( o que foi aquela saída do palco seca que deixou todo mundo com cara de interrogação. ), e me surpreendi com It Self e o Destroyer 666.

    Mas é assim mesmo, show no Hangar nem com um certo teor etílico deixamos de perceber as merdas hahaha.

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