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Ateísmo Futebolístico

Com toda essa onda de exacerbar o amor pelo Corinthians e muito melhor, tirar uma com os corinthianos, me sinto na obrigação de fazer alguns comentários.

Zoei bastante no Twitter sobre o Cu-rintia, admito, mas é a mesma zoação que eu faria com qualquer time, seja o São Paulo Fashion Clube, o Pau-meiras e até o São e Cai-tano. Sou eclético no quesito “perco um follower mas não perco a piada”.

Outro dia um diretor de uma empresa onde eu trabalhei, indagado sobre sua preferência no futebol, respondeu que era um “ateu do futebol”. Definição perfeita para um mundo onde times, jogadores e técnicos são transformados em deuses e há toda uma religiosidade em torno dele.

Então eu passei a me definir como ateísta futebolístico, mas o ato de ser não vem de agora.

Vamos lá: Guarulhense, morador de um bairro de contraste, estudante de escola pública até o ensimo médio. Quer dizer, uma infinita variedade de colegas, credos, cores e times diferentes. Dado o nível da minha “vila”, claro que a maioria deles eram corinthianos.

Pois bem, falei do meu bairro e agora falo da minha família. Observem o choque que vem com a definição dos lados! Meu pai é são paulino “lilás” (ui!), quase roxo. Na verdade ele não fomenta aqueeeela paixão pelo futebol, mas torce e costuma assistir aos jogos.

Então já devem ter percebido a merda que me tornou, antes de tudo, um vira-casaca e agora, um ateu futebolístico. De forma simples: eu tinha que torcer para algum time em algum momento em algum lugar. Se esse lugar fosse a rua onde passei minha infância, então o time teria que ser o Corinthians. Ai de mim torcer para o São Paulo entre meus amigos de rua! Era apanhar na certa ou ser zoado até meu * rachar. Se o lugar fosse minha casa, aí eu era espancado pelo papai por torcer pelo Corinthians, então, óbvio que eu deveria torcer pelo São Paulo.

Então isso me forçou a ver outras saídas. Me lembro de ter torcido para o Santos mas isso foi antes daquele 2×1 numa final que rolou a uns 8 ou 9 anos. Já até torci para o São Caetano – corrijam-me se eu estiver enganado – quando ele foi para a primeira divisão e se tornou um destaque entre os queridinhos e qualquer pessoa torcia.

Bom, em nenhum desses momentos eu tive paixão pelo futebol e isso vem desde mais cedo. Jogando com meus amiguinhos na quadra da escola, na primeira série, cheguei a comemorar um gol lindo. Do time adversário. E hoje eu bato no peito pra falar que o Quinze de Piraporinha Velha é meu time do coração. Tenho que ter um time, né?

Próximos posts: analogia entre desenvolvimento e andar por São Paulo, minha concepção sobre as novas redes sociais e talvez um artigo sobre meu tosquíssimo projeto em PHP chamado de PHP5Bridge (ou GhettoRPC).

* Ser espancado / apanhar não são literais.

Hasta!

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Categorias:Divagações, Pessoais
  1. 02/09/2010 às 08:33

    Por isso meu time do coração é o Rio Branco do Acre. Eu queria torcer para o Dream Team do International Super Star Soccer, mas ele não existe.

    OH WAIT! O Acre também não existe!!! FFFFFUUUUUU

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