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Archive for outubro \30\UTC 2010

Feromonal

Aí vai mais um post sobre um assunto que está diariamente na minha cabeça: convenções sociais versus o que nossa genética tem a nos mandar.

Toda essa modernidade, toda essa imposição bruta de convenções, que aconteceu enquanto a Humanidade (d)evoluía através dos séculos, nos fez deixar de lado nossas raízes biológicas, nossa essência, aquilo que está nas nossas menores unidades, o que nos faz viver, de fato. Como isso nos foi empurrado, a sabedoria para saber definir o momento em que isto ocorre é rara nas mentes do século 21.

Um exemplo bem prático, que não deve ser levado como opinião absoluta, mas como uma idéia pessoal não muito detalhista:

– Perfumes

Perfumes, colônias e desodorantes.

“Eu adoro homem perfumado” – diz a garota.

Não, garota, não é o perfume, essa coisa nojenta feita de química, álcool e alergia que tem que te atrair.

São os feromônios!

Feromônios, substâncias químicas que, nesse caso, são sexuais e fazem seu cérebro entendê-los como um sinal de “ei, SUA LINDA, me pegue”, muito antes de você decidir isso através de outras características (beleza, dinheiro, volume embaixo da jeans, afinidades, o PERFUME).

É ele que manda. Ou deveria mandar, se não fossem essas cortinas de fumaça que são os perfumes. É ele que tem que fazer a garota chegar no amigo e falar “quero te agarrar”, depois dele ficar um dia inteiro suando. É o cheiro doce do suor que  pesou nessa decisão totalmente alheia ao consciente, não o aroma de Kaiak ou Paco Rabanne.

Isso também vale no vice-versa, porque se eu falasse somente da recepção feminina aos feromônios, soaria como “sou feio mas cheiro bem, me pega”, né?

Não falo do odor, de suor + bactérias + reações químicas negativas. Não vá perder a higiene só pelo desejo de incrementar a pegação.

Tchau

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