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Archive for março \13\UTC 2011

Combinação perigosa II

Ainda naquele projeto sem objetivo algum, fiz mais algumas descobertas interessantes.

Criei um algoritmo bem simples que obtém a chave WPA utilizada nos roteadores através do BSSID. Como era muito simples e muito sem graça, parti para algo um pouco mais avançado: o uso de APIs do Google Geolocation e da Skyhook Wireless para identificar a localização de um access point cujos dados eu obtive usando meu scanner de roteadores da <nome da operadora boba aqui> que estão vulneráveis.

Com a API da Skyhook Wireless não me dei muito bem, achei perda de tempo instalar um SDK e estudar alguns códigos em C. A do Google é bem mais objetiva, usa JSON e é bastante rápida. Um array, um json_encode(), algumas chamadas a cURL Lib, um POST e voilà, o Google me dá a localização do access point, com latitude, longitude e endereço completo aproximado. Vale dizer que é aproximado porque como não há garantia de precisão, o número da residência é na verdade um range que equivale aos números que estão no quarteirão.

Fiz um teste, um mock no PHP com o BSSID do meu roteador antigo (um TP-Link sem essas falhas bizonhas de segurança), que havia sido gentilmente captado pelos carros da Skyhook há cerca de 1 ano atrás. Como o Google está sempre certo, o endereço que a API retornou era mesmo o da minha rua e meu quarteirão.

Sendo assim, em 15 minutos eu fiz um outro script que lê os BSSIDs que estão registrados no meu banco de dados (cerca de 42 mil!), faz uma consulta ao Google e grava o retorno no banco, associando o BSSID a um endereço e uma coordenada geográfica. Em mais 5 minutos, fiz um script que gera um KML com essas informações, facilmente importável no Google Earth. O resultado foi esse:


BSSID2GEO?

Cada ponto é um roteador sem fio de um cliente de tal operadora. O rótulo dele é o id do registro no meu banco de dados. O original tem o BSSID completo, mas prezando pela privacidade dos consumidores, decidi mascará-lo.

Continuo sem a mínima vontade de usar isso em meu benefício – a diversão e a soma de conhecimentos são os maiores que eu costumo obter nesse tipo de experiência -, mas há uma certa curiosidade em saber o que a operadora faria se eu enviasse esses resultados pra ela.

* Acho que eu misturei tudo. Não tenho certeza se a Skyhook compartilha o banco de dados com o Google ou se o Google usa as informações captadas pelos carros do Street View.

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It’s evolution, babe

Então você tem 16 anos, é aficcionado por música e tem uma lista findável (infindável só será quando você tiver 25) de bandas do underground que poucas pessoas conhecem, que só você conhece ou que sequer existem, do ultra-real-horrorshow-underground, mas fazem um som incrível.

De repente, em um belo dia de sol e céu azul – que você não viu porque estava trancado no quarto, garimpando o Last.fm, Grooveshark ou o Metal-Archives – você se depara com o anúncio de que uma das bandas da lista está vindo da Eurásia para um show único no Brasil e repara a lista de gordos patrocínios que está no rodapé do flyer. Incluem-se casas de show famosas e rádios rock e pop bastante comuns no dial do FM.

E aí você fica feliz pra caralho porque finalmente poderá ver seus absolutamente desconhecidos ídolos.

Não. Você fica puto. Puto porque fomentava um certo orgulho por ser um dos poucos com o privilégio – ou “dádiva”, dependendo da arrogância do ouvinte – de conhecer aquela banda e agora, com tamanha promoção em todos os meios de comunicação possíveis e ininventados (?), se depara com a verdade: poderá ser o único no meio do show que cantará todas as músicas. E claro, achará que quem sabe cantar fez curso de memorização e decorou 3 álbuns em menos de 1 semana, após ouvir no rádio, gostar do single, baixar a discografia no Pirate Bay e logo em seguida, comprar um ingresso na Galeria do Rock (com uma camiseta por um preço nada camarada, talvez).

E no contato físico, na conversa, você vai tentar diminuir qualquer pessoa que conheça aquela banda com inúmeras questões do tipo “qual é o nome da 67ª faixa da primeira demo que não foi lançada?”, abstraindo-se de qualquer idéia de felicidade que possa vir do encanto da raridade do evento.

Porque, meu amiguinho, aquele é seu orgulho. É sua forma de sentir tesão e obter orgasmos auditivos com cada descoberta. E se não é uma descoberta só sua, seu orgulho é automaticamente ferido. Oras, mas veja que para os que não conheciam tal banda, também é um orgasmo! O orgasmo coletivo de participar de uma descoberta, de fazer parte de uma mobilização por algo novo e dito massificado.

Por sorte, quando você chegar aos 25 anos e sua lista for infindável, se somar a outras listas, como de bandas do mainstream, uma recomendação de banda ou estilo que bomba no Twitter ou até mesmo do FM – se você for um maldito eclético – você verá que tudo isso é besteira e que foi bom ter ficado na adolescência. Vale o respeito recíproco entre aqueles que estão tentando aprender mais sobre a novidade, e aos que manjam pra caralho entender que o som é para todos (#instantrimshot).

Assim, ciclo se repete, entre orgulhosos, cult early-adopters, mainstreamers e marias-vão-com-as-outras. Isso aconteceu, acontece e acontecerá. Desde o inner circle raw ultra kvlt black metal norueguês (com um membro finlandês) até o indie (?) de Placebo.

Reflita: dá pra fugir do mainstream e do massificação em pleno 2011, com muita gente xingando no Twitter? Pense pelo lado das bandas.

Falando em Placebo, quem conheceu a banda por causa do show e não por “Pure Morning”, pra mim, é poser. Just kidding 🙂

Youtube no Ubuntu: Zenti, fiquei ROSA!

Antes de tentar contornar esse bug, fui pelo modo preguiçoso e instalei o Chrome. Mas eu odeio o Chrome. Não por odiar, de fato, mas por ser mal-acostumado, já que são 7 anos usando o Magnânimo Firefox.

Aqui no trabalho eu uso Ubuntu 10.10 e Firefox 3.6. Notei que depois da última atualização do Flash Player, os vídeos do Youtube passaram a ficar na cor rosa! Pra quem só usa o Youtube pelo áudio, beleza, mas eu sou videófilo. (paradoxalmente, ainda que não goste tanto do Youtube).

Eis o que funcionou comigo:

– Abrir um site qualquer que tenha Flash
– Clicar com o direito em uma animação
– Clicar em “Configuração”
– Na aba “Exibição” (primeiro ícone), clicar em “Desabilitar aceleração por hardware”
– We’re done.

Caso isso não funcione, há outros métodos aqui.

É… tchau.

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