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Archive for abril \26\UTC 2011

Mais uma saga do TI doméstico

Meu notebook, quando não está sendo utilizado pela minha noiva, é meu servidor pessoal. Costumo rodar nele alguns robôs de twitter, scripts de provas de conceito de invasão algumas aplicações. Para monitorá-lo ou algo mais, uso o UltraVNC. Cheguei a testar o LogMeIn e até a rodar um servidor de SSH sob Cygwin, mas ambos deixam a máquina um pouco mais lenta (é um Eee 900).

Acontece que ontem eu o utilizei para ler alguns artigos na cama, a mando da preguiça de ligar o desktop e eu lembro de, em determinado momento, vários programas terem dado crash, inclusive o servidor do UltraVNC. Não me lembrei disso quando saquei o celular para ver como ele estava, usando o VNC+ para Symbian e estranhei ele não conectar. Por um breve momento pensei que o notebook tinha travado e bateu um desespero, já que a refrigeração dele está péssima – culpa dos 2 anos de idade dele. Conectei no SSH do meu NAS e pinguei o notebook. Descobri que ele estava online e lembrei do crash do VNC.

Fiquei aliviado, mas mesmo assim, eu precisava ter acesso ao VNC. Comecei a pensar em como reativar o VNC sem ter que ligar para minha irmã e pedir para ela reiniciar o notebook. Até porque eu fui dormir as 3:30 da manhã e não lembro se deixei alguma pornografia janela com minhas finanças ou documentos confidenciais aberta.

Alguns bots estão no “Agendador de Tarefas” aka “cron fail do Windows”. Todos eles são escritos em PHP. Todos os meus drives são compartilhados. PLIN, idéia: vou acessar os compartilhamentos, editar um dos robôs, pedir para ele executar o UltraVNC através de shell_exec() e voilá, tudo volta ao normal. Antes disso, para acessar os compartilhamentos, eu teria que mandar o roteador abrir as portas 139 e 445, utilizadas pelo servidor SMB do Windows. Lá vou eu, feliz e sorridente abrir o Opera Mobile para acessar o painel do roteador e mandar a NAT direcionar o tráfego das tais portas para o IP do notebook.

Não deu certo. Esse roteador, cujo código parece ter sido feito por alguém com 6 meses de experiência programando (em 2001) tem um grave problema de pirar na batatinha com NAT e Virtual Servers. Várias portas comuns (ftp 21, ssh 22, telnet 23, http 80, https 443) são utilizadas por ele para os painéis de controle. Acontece que eu uso várias dessas portas para meus dispositivos de rede e atribuo portas diferentes para acessar o roteador. Mas ele não entende. Ele pira e mistura as portas. Pira e mistura muito mais se a origem da requisição for LAN (nesse caso, estou tentando a WAN). A porta 80 deveria ser utilizada para acessar meu NAS, volta-e-meia caio no painel do roteador. A porta 22 deveria ser utilizada para acessar o SSH do NAS. Cai no SSH do roteador. É absurdo.

Então, por causa dessa confusão, não consegui acessar o painel web do roteador. Um lindo connection refused na minha cara; me impedindo de colocar a porta do SMB na lista de Virtual Servers do NAT. Não desisti. Ativei o modo inception do ghetto-sysadmin, loguei no SSH do NAS e dentro dele, loguei no SSH do roteador – isso porque a piração do dito cujo me impede de conectar diretamente no SSH dele via WAN. No help encontrei o comando virtualserver e logo digitei “virtualserver add”. A resposta não foi agradável – ele só tem 2 parâmetros: show e disable. Quer dizer, não há como abrir portas via SSH. Mais um absurdo.

Minha última tentativa, ainda na combinação de Putty e Opera no celular: fucei os arquivos do firmware,procurando algum .conf com a lista de Virtual Servers, mas não encontrei nada.

Quando consegui um desktop, abri o Dropbox, jurando que havia um link editar na interface web – na empresa não posso usar Dropbox. Mais um fail. Acabei por me logar no LockMeTight – programa para rastrear o notebook, caso ele seja roubado – e vi que estava tudo bem. Pena que ele só atualiza de 30 em 30 minutos.

Da próxima, eu ligo para minha irmã e solicito um dedoff.

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