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A língua a serviço da sociedade

Nesse artigo da Revista Globo, os seguintes dizeres:

Assim como a sociedade, a língua é uma entidade viva e está em constante modificação – não se encontra estática em um livro de gramática. A língua tem que estar a serviço da sociedade, e não o contrário. A norma dos cultos, que, hoje, é considerada a padrão, amanhã, pode não o ser mais.

Quer dizer, sendo uma entidade viva, parece que por ela falhar em impor suas regras formais – ou em ter suas regras impostas por pais, professores e sociedade – de tempos em tempos tem seu rigor aliviado e deve se adequar às regras informais, coloquiais, incentivada pela infinidade de momentos em que a expressão se torna mais importante do que suas restrições.

Pensando pelo lado “maldita inclusão digital que nem sabe escrever e já sai escrevendo no Face”, isso é péssimo, mas, pensando no dia-a-dia, quando lemos dezenas de artigos e escrevemos outras dezenas, seja na internet, na redação, ou mesmo mentalmente, vemos que tudo está a favor de uma linguagem flexível e compreensível, tanto para o cidadão de pensamento simples como para um doutor. Isso se repete sempre e dada sua ciclicidade não tão óbvia – a não ser que você tenha lido dezenas de edições de livros de gramática da língua portuguesa – talvez muito do que consumimos e produzimos já fora considerado gramaticalmente errado.

Portanto, pode parecer estranho, mas em um futuro bem próximo – observada a forma como os brasileiros estão escrevendo – as seguintes mudanças na língua portuguesa poderão ser mais aceitas, senão oficializadas:

Desobrigação do R ao final do verbo através da transformação da palavra em oxítona

Vamos lá toma umas cervejas e conversa um pouco

Aceitação do pronome oblíquo “mim” antes de um verbo

Antes eu não conjugava os verbos de forma correta. Agora mim pode conjugar

Flexibilização da concordância nominal

Eu fui comprar uns jogo no Centro

Advérbio de intensidade mais como conjunção adversativa mas

Escrevo assim mais nem ligo

Nesse momento eu penso em… “cruzes!”, mas não importa. Eu estou longe de escrever bem, portanto, longe de ter razão em criticar quem não escreve seguindo todas as normas.

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